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Centrais sindicais fazem marcha de três horas em Brasília para pressionar governo

Por admin | 06 mar 2013

Cerca de 50 mil trabalhadores de seis centrais sindicais e representantes de diversos movimentos sociais, de acordo com os organizadores, participaram nesta quarta-feira, 6, da 7ª Marcha a Brasília. A pauta de reivindicações tem 12 itens, entre eles o fim do fator previdenciário, a jornada de 40 horas semanais sem redução salarial e política de valorização dos aposentados. Segundo a Polícia Militar, a manifestação teve 25 mil integrantes.\r\n\r\nA caminhada durou pouco mais de três horas e percorreu parte do chamado Eixo Monumental, avenida central de Brasília, saindo do Estádio Nacional Mané Garrincha e terminando no Congresso Nacional.\r\n\r\nA marcha reuniu trabalhadores da Força Sindical, CUT (Central Única dos Trabalhadores), CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), UGT (União Geral dos Trabalhadores), NCST (Nova Central Sindical de Trabalhadores) e CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil).\r\n\r\nNo início da tarde, os presidentes das seis centrais sindicais se reúnem com o presidente do Senado, Renan Calheiros, e com o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa. Os trabalhadores também farão uma vigília em frente à Embaixada da Venezuela, em homenagem ao ex-presidente Hugo Chávez, que morreu na terça-feira, 5, à tarde. O venezuelano foi saudado pelos manifestantes como “maior defensor das causas trabalhistas”.\r\n\r\nDe acordo com o diretor da Força Sindical Nacional, Jefferson Coriteac, o objetivo da marcha foi “fazer com que a presidenta Dilma ouça as reivindicações dos trabalhadores”. Segundo ele, “trouxemos os trabalhadores para fazer barulho, para fazer a manifestação dos sindicatos, para dar seu grito de alerta e pedir para que ela nos receba”.\r\n\r\nCoriteac disse que esta é a maior marcha já feita a Brasília. “Esta é a maior marcha que nós já fizemos, porque nós conseguimos organizar todas as centrais sindicais e movimentos sociais e conseguimos trazer, do Brasil todo, mais de 50 mil trabalhadores, entre eles estudantes, homens, mulheres, enfim, o povo brasileiro”, disse.\r\n\r\nEm seu pronunciamento o vice-presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), Vicente Selistre, disse que a marcha ficou sem ser feita por dois anos. “Deixamos de fazer a marcha porque tínhamos a certeza de que a política do companheiro Lula iria ter continuidade, mas como as portas foram fechadas para os trabalhadores, nos sentimos obrigados a fazer essa sétima marcha.”\r\n\r\nPara o torneiro mecânico, Luís Carlos Sales, de Catalão (GO), a expectativa é que essa marcha seja decisiva para a concretização das reivindicações dos trabalhadores. “Tenho 33 anos de carteira registrada e todo ano recebemos promessas que não são cumpridas, queremos melhorias”.\r\n\r\nParticipante da marcha, a secretária da Mulher da CUT, Rosane Silva mencionou o acampamento montado desde ontem em frente ao Incra, em defesa do trabalho no campo.“É uma demonstração concreta do que a classe trabalhadora é capaz de fazer. O poder de Brasília vai ter que conviver com a força e a luta dos camponeses, de maneira permanente, até que avancemos na pauta concreta dos trabalhadores”.\r\n\r\nConfira abaixo os itens da pauta trabalhista:\r\n\r\n- 40 horas semanais sem redução de salário;\r\n- Fim do fator previdenciário;\r\n- Igualdade de oportunidade entre homens e mulheres;\r\n- Política de valorização dos aposentados;\r\n- 10% do Produto Interno bruto (PIB) para a educação;\r\n- 10% do orçamento da União para a saúde;\r\n- Correção da tabela do Imposto de Renda;\r\n- Ratificação da Convenção OIT/158;\r\n- Regulamentação da Convenção da OIT/151;\r\n- Ampliação do investimento público.

Jornal Visão Trabalhista EDIÇÃO #10

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